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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Exames pelo SUS


O telefone toca e a dona da casa atende:

- Alô!
- A senhora Silva, por favor.
- É ela.
- Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem, quando o médico enviou a biópsia do seu marido para o laboratório, uma biópsia de outro senhor Silva chegou também e agora não sabemos qual é do seu marido e infelizmente, os resultados são ambos ruins...
- O que o senhor quer dizer?
- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu positivo para AIDS. Nós não sabemos qual é o do seu marido.

- Nooooossa! Vocês não podem repetir os exames?
- O SUS somente paga esses exames caros uma única vez por paciente.
- Bem, o senhor me aconselha a fazer o quê?

- O SUS aconselha que a senhora leve seu marido para algum lugar bem longe da sua casa e o deixe por lá. Se ele conseguir achar o caminho de volta, não faça mais sexo com ele!

segunda-feira, 7 de junho de 2010


A mulher da pg. 194


Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios.. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio?
Martha Medeiros

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Não espere resolver todos seus problemas para ser feliz


Mesmo que você esteja passando por uma fase complicada em sua vida, não espere resolver todos os seus problemas para ser feliz. Mesmo no meio da maior tempestade do mundo, dedique algum tempo à reposição de energias.

Sei que isso pode ser um pouco difícil, porque a sua mente vai se concentrar totalmente na resolução do problema, mas tenha certeza de que tomar fôlego será fundamental para ter mais força de enfrentar essa adversidade.

É essencial arejar a cabeça quando estamos trabalhando

No meu processo de escrever um livro, às vezes não consigo criar um texto que transmita o que quero dizer.

Quando o meu lado teimoso insiste em continuar mesmo sem concentração, o resultado é lastimável. Escrevo páginas e páginas e depois de tanto trabalho jogo tudo fora. Então o juízo volta e eu paro para ouvir uma música, brincar com as crianças, tomar um chá e quando volto ao computador o texto sai em alguns minutos.

Se esse bloqueio surge em um processo relaxado como o de escrever um livro, sem prazo de entrega, imagine o que acontece com quem tem de lidar com a falência de sua empresa.

Por mais difícil que seja a situação, faça sempre alguma coisa para aquecer seu coração. Muitas pessoas pensam que devem brincar com os filhos, porque eles estão sentindo a falta do pai. Pense de outra maneira. Perceba que você também está sentindo falta das crianças e que brincar com elas será muito bom para aquecer sua alma e lhe dar mais força para superar os obstáculos.

Olhe para os lados e procure no seu dia-a-dia os momentos que a vida lhe oferece para ser feliz, mesmo que essas oportunidades se apresentem na forma de algo simples como um pão quentinho com manteiga e um café com leite na padaria da esquina.

Talvez você tenha perdido o dinheiro que lhe dava condições de viajar na primeira classe para todos os lugares do mundo. Talvez você não tenha mais condições de jantar nos restaurantes sofisticados aos quais estava acostumado. Se estiver aberto para ser feliz, porém, certamente encontrará formas mais simples, mas não menos alegres, de curtir a vida.

Lembre-se de que as coisas mais importantes da vida são de graça: um abraço do seu filho, o olhar da pessoa amada, um beijo carinhoso do seu pai, o almoço caprichado da mãe. Tudo isso é de graça.

Muitas pessoas que perderam o dinheiro deixaram de lado as oportunidades de ser felizes por incapacidade de perceber que ainda continuavam muito ricas apesar da perda dos bens materiais.

Mesmo diante dos maiores dramas, não desperdice a oportunidade de curtir o sorriso do seu filho, um abraço carinhoso da mulher amada, uma conversa com seu melhor amigo. E, se nada disso estiver disponível neste momento - digamos que você esteja num país distante resolvendo alguma dificuldade -, vá curtir o pôr-do-sol, o céu estrelado ou uma noite de luar.

Se você estiver com insônia, tome um banho bem gostoso e veja o dia amanhecer. Lembre-se: todos os problemas têm solução! Mas algumas delas podem ser demoradas. Portanto, enquanto você resolve suas dificuldades, não deixe de viver.

Sua vocação é estar junto das estrelas, pois você é uma delas e a sua luz interior é mais intensa do que a luz de milhões de sóis reunidos. Esse problema que você está vivendo é simplesmente uma nuvem no seu caminho ao infinito. Acredite em você e tenha fé na sua vitória que, com toda a certeza, amanhã ela chegará. A fé é o melhor alimento dos campeões.

Ter fé é acreditar na vida mesmo quando tudo é adverso. Ninguém precisa de fé quando tudo está dando certo!

Ter fé é acreditar que a luz brilhará mesmo na escuridão mais tenebrosa. Ninguém precisa de fé quando o horizonte está totalmente aberto.

Ter fé é acreditar na sua capacidade mesmo no meio de uma sucessão de derrotas. Ninguém precisa de fé nas vitórias, porque elas são a própria realização da fé que você teve quando começou um projeto.

Ter fé é acreditar que Deus está sempre ao seu lado mesmo nos momentos de maior angústia, pois o verdadeiro pai não é aquele que faz a prova para o filho, mas o que torce por suas conquistas.

Ter fé é fazer o seu sonho acontecer mesmo quando todas as pessoas em sua volta não apostam um centavo em você.

Tenha fé em qualquer circunstância!

Acredite sempre na sua capacidade de virar o jogo e tenha certeza de que o universo nunca o abandonará.

E lembre-se: por pior que seja o dia de hoje, sempre existe um amanhã!

Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 1 de abril de 2009

VIR A SER

Eu procuro por mim.
Eu procuro por tudo o que é meu e que em mim se esconde.
Eu procuro por um saber que ainda não sei, mas que de alguma forma já sabe em mim.
Eu sou assim... processo constante de vir a ser.
O que sou e ainda serei são verbos que se conjugam sob áurea de um mistério fascinante.
Eu me recebo de Deus e a Ele me devolvo. Movimento que não termina porque terminar é o mesmo que deixar de ser.
Eu sou o que sou na medida em que me permito ser. E quando não sou é porque o ser eu não soube escolher.

Padre Fábio de Melo